Causa surpresa o fato de existirem no Brasil mais de 90 milhões de proprietários de celulares e apenas 37 milhões de usuários de planos de saúde. Desses, 28,1 milhões estão vinculados a planos coletivos empresariais, pagos total ou parcialmente pelos empregadores e os 8,9 milhões de planos individuais são pagos por apenas de 3 milhões de titulares aproximadamente. Ou seja, aparentemente somente 3,35% dos assinantes de telefones celulares possuem planos individuais de saúde. A razão dessa baixa densidade de pessoas físicas nos planos individuais de saúde é a regulamentação dos planos privados de assistência à saúde — Lei nº 9.656/98 e as resoluções da ANS - Agência Nacional de Saúde Suplementar, que criaram um leque de obrigações para as operadoras de planos e seguros de saúde e acabaram por inviabilizar os planos individuais, seja pelo custo da mensalidade, pelas restrições ao cancelamento e a rígida padronização das coberturas dos planos e o controle dos preços, tornando os planos inacessíveis para grande parte da população. Este é um resumo do artigo produzido por Cláudio Rocha Miranda e Horacio Cata Preta e publicado na íntegra na revista Gestão Médica nº 14, de julho/agosto de 2006.
sexta-feira, 26 de outubro de 2007
EM DEBATE: CELULARES VERSUS PLANOS DE SAÚDE
Postado por Horacio Cata Preta
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